Boa tarde a todos ! Há dois dias atrás, fumos encaminhados para o PS Vera Cruz, pois meu filho de 10 anos autista, sofreu um acidente doméstico, uma queda, primeiro fomos a antiga maternidade que atende hj as crianças da cidade de Mongaguá, como não tinha nenhum ortopedista, foi encaminhado para o PS, bem o caso é grave, pois o PS vera Cruz atende os possíveis casos de covid tb, e misturar os casos que nada tem haver com o problema atual, a meu ver é questão de uma administração que não consegue ter um olhar mais cauteloso, percebi também que a nossa saúde foi terceirizada, e como não concordo com isso, deixo aqui uma matéria para que todos possam também Avaliar o que é bom ou não para nossa cidade !
“Os médicos são contratados pela terceirizada como pessoas jurídicas, na imensa maioria das vezes, para fugir das responsabilidades trabalhistas e fiscais. É mais conveniente para o gestor contratar uma empresa do que formar uma equipe. Mais conveniente ainda é deixar de fiscalizar o trabalho contratado, eximindo-se de substituições de profissionais e problemas no atendimento.
O médico se torna um profissional itinerante, mudando seu local de trabalho de acordo com a necessidade da empresa.
Frequentemente, esse médico é impedido de se comprometer com a comunidade e com os pacientes pelo tempo reduzido de seu trabalho, quase sempre na forma de plantões semanais. Desaparece o vínculo médico-paciente e a continuidade do atendimento, pilar da boa prática médica.
Os médicos estabelecidos nos municípios geralmente não são contratados pelas empresas terceirizadas, o que acaba reduzindo seu mercado de trabalho, causando, ainda, desestímulo à fixação e interiorização dos médicos, tão desejada por todos. O médico presente e integrado às pequenas e médias comunidades tende a desaparecer.
A qualidade do atendimento médico torna-se uma questão secundária. É o retrato da nova realidade na saúde – não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o país, em que o médico não tem vínculo com o município. Assim, acaba por não se integrar aos serviços e profissionais da comunidade. É um cigano, um andarilho, um marinheiro sem porto.
A luta dos médicos e das entidades almeja concursos públicos, plano de carreira no serviço público e SUS, pisos salariais. A partir da aprovação da terceirização, esses objetivos tornam-se ideias e desejos cada vez mais distantes.
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